Rui Coimbras – Presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral
«São de todos e para todos
Infelizmente não é qualquer órgão de informação que, hoje, ainda consegue pegar nos temas residuais ou nos assuntos marginalizados – dos tais de “fracos”, “oprimidos” e fora do (designado) “normal”...
Infelizmente não é qualquer órgão de informação que, fazendo-o, o abraça e implementa com cultura, conhecimento e vontade de partilhar os factos e notícias.
Por isso, infelizmente, a Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral (FAPPC) tem vindo a assistir aos mais recentes episódios desta lamentável novela do Global Media Group e dos órgãos de INFORMAÇÃO que o integram.
Sempre encontrou a FAPPC portas abertas e jornalistas com vontade de informar nos órgãos de comunicação social em causa. Temos – até bem recentes – histórias nossas que podíamos contar e recordar pelas páginas do JN ou pelos sons da TSF. Histórias nossas, de pessoas. Que por acaso têm deficiência – mas não sendo esse o motivo que as leva a ser notícia...
Corre Portugal o risco de perder algumas das suas “vozes”. Corre-se também o risco de a área das pessoas com deficiência (qualquer que seja a deficiência) de se perder alguns dos órgãos de informação que dão voz aos que raramente são ouvidos.
Preocupa-nos esse “perder” de voz – quer seja a nível da informação, quer também no espaço de opinião e liberdades.
Mas preocupam-nos, ainda mais, os casos individuais escondidos nesta ameaça de despedimento coletivo de 150 pessoas. Sim, pessoas.»









