Dia Nacional da Paralisia Cerebral (2023) na Madeira

Grande plano de duas mãos que seguram uma folha de papel com o programa do Dia Nacional da Paralisia Cerebral – indicando o nome das Jornadas (Ir mais além), a data da iniciativa (19 e 20 de outubro) e o local de realização (Assembleia Legislativa Regional da Madeira).
  • fotografias ©: Assembleia Legislativa da Madeira

As comemorações do Dia Nacional da Paralisia Cerebral – assinaladas a 20 de outubro – este ano tiveram o seu “centro” na Região Autónoma da Madeira. Iniciativa conjunta da Associação de Paralisia Cerebral da Madeira e da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral (FAPPC), anualmente estas comemorações são dinamizadas por cada uma das associadas espalhadas por todo o país (continente e regiões autónomas).

Além do programa oficial – delineado para os dias 19 e 20, no Funchal – a salientar que localmente (por todo o país) as 18 associadas da FAPPC também promoveram iniciativas específicas.

O programa oficial, na Madeira, foi essencialmente composto por um conjunto de atividades de formação/informação e de divulgação cultural – colocando a debate a questão central da paralisia cerebral que, a nível nacional, envolverá um universo populacional superior a 20 mil pessoas.

As jornadas “Ir Mais Além” que assinalaram a data tiveram lugar no Salão Nobre da Assembleia Legislativa Regional (no âmbito do projeto “Parlamento com Causas”), dividindo-se em quatro painéis que se debruçaram sobre: “Responsabilidade Social e o Papel do Mecenato nas Organizações”; “Acessibilidades: Ir Mais Além”; “Família: Impacto e Reação”; e o “Papel da Arte na Deficiência”. No total contaram com a participação de 25 oradores e moderadores.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, juntou-se a estas comemorações através de uma mensagem vídeo gravada especialmente para a sessão de abertura das Jornadas.

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a coragem em se levar as comemorações nacionais até à Madeira, algo “que mostra o âmbito nacional da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral.”

O Presidente da República apelou para “não [se] deixar cair o tema – que é cada vez mais urgente! – porque há mais quem sofra e mais quem precise de cuidado. E, por outro lado, há mais famílias que necessitam de ser compreendidas. E há mais imperativos, morais e éticos, na realização desse objetivo.”

Para Marcelo Rebelo de Sousa “a condição de viver com paralisia cerebral não deve, nem pode, ser um fator limitativo e determinante”, sendo que “todos têm direito a condições que permitam uma vida autónoma, o trabalho e a realização das suas ambições pessoais, profissionais e familiares”. Ideias igualmente defendidas por Rui Coimbras, responsável da FAPPC, já na sessão de encerramento. Para Rui Coimbras “há ainda muito por desmistificar em relação à paralisia cerebral”, disse, argumentando não se considerar “mais ou menos que qualquer outro”.

“Não somos incapazes; não somos frágeis; não somos os pobrezinhos que almejam uma esmola da sociedade... Mas, também, não somos os que se superam; não somos os super-heróis que tudo atingem; não somos os fantásticos que conseguem os impossíveis...”, disse o representante da FAPPC.